 |
 |
Pretérito Inconstante |
 |
 |
 |
Itinerários de uma vida peculiar.
|
 |
 |
 |
 |
 |
|
 |
 |
Quarta-feira, Dezembro 05, 2007 |
 |
 |
 |

Inverno em plena primavera
As possibilidades de uma estabilidade são bem próximas do saudoso amigo zero. O mesmo zero das esperanças sem solução, o zero dos ardentes em estado terminal. O zero grau de um cubo de gelo na Sibéria. Aquele mesmo zero de uma prova que, até então, era uma grande atividade promissora para aquilo que enxergávamos como vida. Não uma vida de enxortos, mas uma vida mais prazerosa e pouco menos dramática. Acho que o zero sempre foi meu companheiro.
Seria bastante interessante um time trip nesse momento. Não para uma evasão à épócas distantes, tampouco à adorada infância nostálgica. Queria voltar a dois, três dias apenas. Eu estava tão diferente. Esses três dias me corroeram e estão mastigando minha inefasta espectativa, meu humor cada dia mais parco, meu sopro que dá lugar ao pêsame. Estranho como dois dias fazem uma total mudança nos planos, nas metas, nos sonhos. Descubro, então que não são de sonhos que vive um jovem. Talvez de calma e mais controle psicológico e emocional. Coisas que eu ainda não consigo...
posted by
DUIM at 1:20 PM
Comentários:
|
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
Terça-feira, Dezembro 04, 2007 |
 |
 |
 |

Difícil
Quando as coisas não vão nem um pouco como queríamos que fossem, sempre aquela angustiante sensação de culpa vem nos alfinetar o fundo da alma, da mesma forma como uma agulha numa bexiga inflada. Eu pensava que já estivesse imune a essas sensações psicóticas, de verdade. O fato é que, quando menos percebemos, as respostas para um novo significado de continuidade de planos vão sendo esquecidas e, aos poucos, se confundindo com a enevoante calamidade do silêncio da noite obscura que consome a luz de um dia fogoso e terno. As borboletas, de asas encolhidas, esquecem de voar pela atmosfera que outrora enaltecia as folhas com os brilhos do risonho sol, incansável de difundir suas energias térmicas a todos. O barulho do nada faz repousar a, até então, inquieta vontade de sorrir mais uma vez. E as estações não vêem, juntamente conosco, sentido algum de programarem-se em outros dias risonhos. A felicidade é mais frágil que uma bolha de sabão.
. posted by
DUIM at 1:24 AM
Comentários:
|
 |
 |
 |
 |
 |
|